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sexta-feira, 14 de junho de 2013

SILÊNCIO IMPOSTO

Não sou romântico. Não penso em grandes revoluções que possam mudar o destino do mundo. Sei que este está fadado a um destino não muito agradável, e um dia terá seu fim. Entretanto, sei que muitas de suas mazelas são de responsabilidade daqueles que o habitam e poderiam ser revertidas se houvesse interesse. O que me incomoda não é a estagnação, mesmo porque tenho visto movimentos pelo globo. Busca-se a ordem, a paz. Busca-se a fuga do caos. Muitos já não suportam mais a forma como são conduzidos os assuntos de interesse global. Entendo que não há ordem nem paz sem que se estabeleça primeiramente o caos, e em muitos momentos de nossa história percebemos que quem tem a solução instala o problema, e disso tira vantagem. Mas ainda assim, quem pode se posicionar, luta.

O Brasil, porém, é um caso à parte na história do mundo. Fomos fundados há pouco mais de 500 anos sobre bases corruptas, exploradoras e estúpidas, e estuprados sem qualquer pudor ou ordem. Mandatários irresponsáveis e aproveitadores tiveram a batuta em suas mãos e nada fizeram a não ser sugar o que de bom havia, pois interesses individuais sempre prevaleceram sobre o bem da nação, para que o poder se concentrasse cada vez mais em quem mandava. Fomos subitamente silenciados e instaurou-se em nossa cultura a passividade e aceitação através da "burrice" imposta.  Inocência pensarmos o contrário. Tiradentes que o diga, e princesa Isabel até hoje não sabe que carta foi aquele que ela assinou. Cezar ficaria com inveja do pão e circo da terra do pau-brasil. Nem em Roma foi tão eficaz.

Devido a tantos anos de repressão e de uma ditadura eterna - subjetiva ou declarada, exposta ou não no nome da política de governo - fomos levados a um estado de marasmo e acomodação. Não sabemos pelo que nem como nos posicionarmos. Não sabemos nem em quem votamos, nem o que fazem para honrar a nossa representação. Tiririca é deputado federal e até hoje ainda não descobriu qual é sua função - não se preocupe, Tiririca, a maioria não sabe. Somos extorquidos por impostos estratosféricos e corrupção impunível. Nosso dinheiro é despejado com abundância, pedantismo, soberba, orgulho e sem medida na organização de um evento e na construção de grandes arenas - mais de 4 bilhões de reais -, mas para a administração de um hospital universitário está em falta.

Entretanto, tenho observado um ensaio de movimentação, de revolução, de exteriorização de uma voz latente em nossas mentes dizendo: "Não aguento mais! Do jeito que está não pode ficar! Alguma coisa tem de ser feita!". Tenho observado o despertar de uma juventude que não se conforma, dentre outras coisas, com o preço absurdo de uma passagem para viajar em condições precárias, desumanas. Uma juventude que não entende o porquê da privatização dos hospitais se há tanto dinheiro nos cofres públicos. Uma juventude que se preocupa também com a PEC 37, senhor Arnaldo Jabor. Uma juventude majoritariamente de classe média sim, como o senhor mesmo disse, mas que carrega o país nas costas através de seu trabalho pesado, para que grandes magnatas usufruam os bens e as regalias desse país, enquanto nós nos esforçamos e encaramos de frente as mazelas desse país. Uma juventude que não mendiga 20 centavos, mas que não suporta mais o estupro de um governo que não premia nem retribui o trabalho e a dedicação, e de empresas que não pensam em nada além do lucro para alimentarem suas próprias redes de corrupção.

Portanto, vejo com esperança o despertar de algo que pode, sem romantismo, mudar alguma coisa enquanto o mundo existe, mesmo que a mídia tente abafar enquanto pode, mesmo que a Globo continue sendo testa de ferro de um governo "prostituto", medíocre, incompetente, sem identidade, sem ideologia e sem caráter. Mesmo que a "teletela" persista em tentar nos dizer o que devemos fazer, vejo que um novo Brasil pode começar a se erguer, e através disso tenho esperanças de dar aos meus descendentes algo melhor do que o que vivo. Algo melhor do que Renan Calheiros na presidência do Senado, Paulo Maluf e José Genuíno na Comissão de CONSTITUIÇÃO E JUSTIÇA. Vejo um ponto de partida. Aonde nos levará só o tempo poderá dizer.  

terça-feira, 20 de setembro de 2011

PEDINTES. UM RELATO FICTÍCIO, MAS REAL

― Olá, meu nome é José. Tenho sido perseguido por uma visão. Estou andando pela orla de Copacabana. Inesperadamente, sou abordado por um homem bem vestido, de terno e sapatos importados, cabelos bem penteados, com uma mala de couro legítimo em uma das mãos e uma caneca em outra, pedindo-me dinheiro. Logo à frente, havia um maltrapilho, mal cheiroso, que me contava sua história, dizendo que chegara àquela situação por negligência e abandono de sua família, que o rejeitou após ter perdido seu emprego e todos que passavam em volta o rejeitavam enquanto davam atenção à eloquência e à imagem do outro. Minha visão se encerra por aí. Cansei de buscar especialistas para que minha visão fosse interpretada.

― Sua visão, seu José é simples e sugestiva, pois o mundo é feito de pedintes. Desde a mais longínqua história, pede-se. Esse ato, porém, não está restrito a quem necessita. Se desse modo fosse, seria justificável, assim como a imagem de quem necessita não está sempre diretamente relacionada a um semáforo ou à parte inferior de uma ponte ou viaduto. O perfil de pedintes no Brasil é tão variado que, em determinado momento já nem se sabe mais o que se pede, mas é peculiar que todas as esferas peçam.
Entretanto, historicamente, o brasileiro foi levado a se satisfazer com qualquer agrado, enquanto uma parcela goza de regalias e privilégios inerentes ao poder que exercem. Estes, quanto mais têm, mais querem. Assim caminhou a humanidade brasileira ao longo dos anos. Com passos de formiga. 
Nos últimos anos, contudo, o brasileiro está aprendendo a driblar por um pouco a manipulação histórica e um avivamento de movimentos está ocorrendo. Vive-se uma onda de greves e movimentos reivindicatórios, abordados pela grande mídia (leia-se Rede Globo, canal 666) de forma distorcida, como se fosse errado ou vexatório ― coisa de quem não tem o que fazer ― lutar por seus direitos.
Nesse ínterim, o piso salarial de deputados e senadores continua subindo ― alguns dinossauros da política alcançam uma folha salarial de quase 70 mil reais ― e megaempresas continuam a receber grandes isenções e estímulos do governo para se estabelecerem cada vez mais e manterem a exploração das nossas terras e do nosso povo. Enquanto isso, professores e servidores públicos recebem as piores críticas simplesmente por quererem condições mais justas e dignas de condições de trabalho, palavra esta com a qual muitos políticos não são familiarizados. Há algum tempo, foram gastos 30 milhões de reais para a realização do evento para sorteio dos grupos da Copa do Mundo enquanto, já sob denúncias de superfaturamento, foram gastos 23 milhões de reais para a construção do Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia (INTO) no Rio de Janeiro, o qual foi criado para ser referência nacional. Abrimos mão de grande parcela do nosso salário e devemos considerar um favor do governo uma rua asfaltada ou uma iluminação pública decente ou um sistema de saúde capaz de atender a todos.
Há outras diversas denúncias e para todas elas a pergunta é a mesma: Onde estão e para quem são as prioridades? Há um grande problema de vista em muitos brasileiros, que estão, de certa forma, pedindo esmola. Mas de quem é a culpa?

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

SONHANDO ACORDADO

O que acontece quando Id, Ego e Superego se juntam e começam a brigar entre si? Um sonho! Os seus instintos mais primitivos, suas primeiras lembranças se revelam nele. A realidade é desconstruída, nada se parece com nada enquanto tudo se mistura com tudo, nossa imaginação em seu estado mais gracioso ou sombrio aflora. É durante essa eternidade repetitiva de quase dez minutos que suas intenções, seus desejos e medos mais profundos, secretos e inóspitos são visitados. O sonho é a relembrança de suas vontades.

Me ocorreu outro dia, pensando nisso, uma questão: por que quando queremos ou aspiramos algo chamamos de sonho? Passei o dia pensando nisso, em como me calar e voltar a pensar em algo mais palpável, material, mas não pude. A partir daquele momento passei a criar possíveis respostas, pensar em alternativas, a imaginar. Depois de algumas horas, percebi uma coisa. O tempo todo eu estava imaginando, pensando, projetando, construindo. Em nenhum momento paramos de fazer isso, mas durante o sono fazemos sem organização, sem o domínio absoluto do nosso Superego para nos coordenar, nos condenar. Quando dormimos, damos espaço para atuação dos outros seres da nossa mente, antes submersos.

Após ter concluído isso, pensei em outra coisa. Pensei que, talvez, para sermos um pouco mais felizes, deveríamos, mesmo acordados, dar terreno para nossos instintos e imaginação para um mundo melhor. Sermos nós mesmos com nossas convicções sobre... bem... tudo! Por vezes, chamarão o que nós acreditamos de utopia, e, por interesses pessoais, tentarão matar o que defendemos. Dirão que é ruim, que é maléfico, que não dá lucro. Tentarão ser o nosso Superego. A pressão vai sufocar até fazer ceder e mais uma vez o sonho morrerá. Eu sou o Id e o Ego. Eu levanto a bandeira da construção, a bandeira da igualdade, eu sou utópico em meus desejos porque eu acredito em pessoas, cada uma com seus sonhos, com sua história, mas que juntas, podem ser um só para o bem de todos.

Esse é o meu sonho, e por essa utopia lutarei.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

FELIZ CIDADE

Ultimamente, muitas indagações embaraçosas de ordem filosófica têm preenchido meus pensamentos. Ontem me ocorreu o seguinte: “o que é a felicidade?”. Pensamentos sem-vergonhas os meus! Como responder a isso? Recorri ao “pai dos inteligentes”, o Aurélio. Há três definições lá. Se nem o dicionário soube ter exatidão ao definir algo, quem sou eu para fazê-lo? Cheguei a uma conclusão simples, imaginável e até meio óbvia. A felicidade é indefinível e incomensurável até o momento em que a vivenciamos e cada um a vivencia de maneiras distintas, dependendo das suas realidades, ambições e expectativas.

Depois de formulada minha conclusão, comecei a refletir sobre a minha realidade, minhas ambições e minhas expectativas. Cheguei a uma outra conclusão: esses três aspectos são frutos do desfecho deles mesmos em épocas passadas. Comecei a lembrar-me então da minha infância. Naquele tempo, sim, era-se “feliz”. A minha realidade era uma eterna e infinda imaginação. Minha ambição era conseguir o máximo de bolas de gude que pudesse. Minha expectativa era que mamãe me deixasse uma hora a mais na minha brincadeira eternal. Hoje minha realidade é mais dura. Minhas ambições são mais árduas. Minhas expectativas parecem mais impossíveis.

Quando me deparo com a realidade em que vivo, lembro-me de uma das definições do Aurélio para felicidade: “bom êxito; êxito, sucesso”. Nesse momento eu me pergunto: “êxito em quê? E o que é sucesso?”. A vida é composta por tantas lutas e desafios - e temos tantos fracassos – que se torna difícil dizer que a felicidade é um estado permanente. Ela é apenas uma premiação sentimental intrapessoal. Um indivíduo se premia de alegria quando obtém êxito ou sucesso em suas investidas. Por isso, mais uma vez eu digo que era “feliz” na minha infância. Sempre quando eu era um pirata eu tinha êxito na minha missão. Quando eu era policial, nenhum bandido era páreo para mim. Quando eu era político, eu virava presidente muito rápido, acabava com toda a miséria e a pobreza, fazia reforma agrária, distribuía a renda e todos gostavam de mim. É perceptível que vivemos de um modo bem diferente de quando eu era uma criança se divertindo na cidade de Nova Iguaçu.

A política hoje é um pouco mais complicada do que uma brincadeira de criança. Conquanto ainda haja dinossauros no poder – e, para ele a política é uma brincadeira, pois faz os cidadãos de palhaços – fazer política é muito mais do que fazer dinheiro e construir imagem. Será que ele é feliz? Ora, está desde 1954 iserido na esfera política, já foi presidente e hoje é um senador presidente da câmara rico, com sua família muito bem empregada. Pode-se dizer que ele obteve êxito e que suas ambições e expectativas foram alcançadas, não importa a que custo. É exatamente esse o problema – não só dos políticos como de boa parte da população. Eu me pergunto se ele, bem como vários outros políticos, pode deitar-se à noite tranqüilo pelo dever cumprido daqueles que se dizem “pelo povo”. Questiono se realmente realizam o exercício pleno de sua função, que é trabalhar pelo bem-estar e interesse geral da população. O verdadeiro êxito e sucesso de um ser estão na satisfação do dever cumprido, do trabalho bem feito e não no crescimento pessoal da conta bancária e do prestígio social independente de quem se prejudique.

No Brasil, muita gente se prejudica por causa de algumas atitudes governamentais. Tenha-se em vista os números absurdos de miséria e fome que há em nosso país. Deixe, por um momento, sua ideologia de direita, esquerda, neoliberal, socialista, etc. de lado e julgue simplesmente se é justo uns terem tantas terras, tanto dinheiro, tanta comida para a família e para o poodle do apartamento enquanto há muitos que sobrevivem sem ter onde morar ou o que comer. É justa a “felicidade” à custa da tristeza de muitos outros?

Num mundo tão injusto e de constante degradação da espécie humana, creio que, fora o argumento dos religiosos (o mais coerente), não existe felicidade plena. Gostaria de voltar no tempo e resgatar a alegria de viver, esquecida naquela feliz cidade da minha infância, presente em algum lugar dentro de mim mesmo (e cada um tem a sua). É essa impossibilidade que faz a minha cidade ser como Atlântida, afundada pelas águas de egoísmo e pessimismo engendrados na sociedade.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

PROGRESSO COM DESORDEM

Em sete de setembro de 1822, as margens- supostamente plácidas- do Ipiranga parecem ter ouvido um brado supostamente retumbante de um povo supostamente heróico. Não há relatos históricos comprovando a existência da famosa pintura que mostra Dom Pedro I "bradando". A independência brasileira foi um movimento elitista liderado por uma monarquia sedenta por poder e disposta a qualquer coisa para interromper as pressões populares e manter a manipulação exercida pelos poderosos da época. O Brasil era carente de heróis.
Assim foi se construindo o Brasil: com uma história incoerente e discriminatória. Foi formado no país um baldrame forte de ameaças políticas e medo popular para as decisões tomadas. Medidas imediatistas, inconseqüentes e disparatadas, adotadas por diversos governantes, conduziram a nação a um cenário tenebroso, no qual os escândalos, a corrupção, a desigualdade, a impunidade e avanços e milagres econômicos marcados por intensa concentração de renda preenchem os noticiários e as casas de poder nacionais.
Quantas vezes ouvimos sobre mensalão em 2006? O deputado Roberto Jeferson resolveu entregar todo o essquema por não estar muito satisfeito com o lucro que tinha. A CPI desse caso ainda existe, mas pouco se ouve falar sobre ele hoje. Com a ajuda da mídia, o povo foi acalmado e os envolvidos acabaram impunes por não haver cobrança por parte da população pacata, sem identidade nacional e isenta de patriotismo (exceto na Copa do Mundo) existente, resultado da lobotomização feita no povo pelas autoridades, o que calou e cegou os cidadãos. Hoje ouvimos sobre atos secretos, comandados por um dinossauro do poder e um conselho de ética desprovido de qualquer ética, e temos que ouvir calados.
No atual governo de Luiz Inácio Lula da Silva vive-se um progresso ainda modesto e desigual, em que são favorecidos os já favorecidos, apesar das ações assistencialistas praticadas pelo presidente que não suprem as necessidades de todos. Os avanços econômicos ainda não são revertidos em avanços sociais como a melhoria da educação, da saúde, etc.
Enfim, temos de nos lembrar nessa data que vivemos num país democrático, e é exatamente a democracia que deve ser celebrada. O povo tem nas mãos o poder para a mudança, só temos que aprender a usá-lo. A mudança de postura dos brasileiros é fundamental nesses tempos de crise para que o potencial que temos se transforme em melhorias concretas que sejam para o bem e prosperidade de todos. Os políticos só se interessarão pelo povo quando este se interessar pela política.

sábado, 22 de agosto de 2009

FORA SARNEY!!!



544 atos secretos, que concederam promoções, gratificações e benefícios.218 nomeações para cargos de confiança, 116 exonerações, 37 atos criando ou prorrogando comissões de trabalho e 82 boletins concedendo gratificações a servidores efetivos.
Os parlamentares que moram em Brasília mas não usam apartamentos funcionais, cedidos pelo governo, recebem, mensalmente, 3.800 reais de auxílio-moradia. José Sarney possui apartamento funcional e mesmo assim recebe o auxílio-moradia.
Ocultou da Justiça Eleitoral uma casa avaliada em 4 milhões de reais situada na Península dos Ministros, área nobre do Lago Sul de Brasília. Ele comprou a casa em 1997 por meio de um contrato de gaveta. Ele disputou as eleições de 1998 e 2006 e em nenhuma das oportunidades o imóvel foi incluído nas declarações de bens apresentados à Justiça Eleitoral. O Excelentíssimo, porém idoso, senador alegou ser esquecimento. Talvez ele precise se refugiar num asilo e receber tratamento especial para não mais esquecer coisas tão importantes.
"Em junho de 2001, o presidente do Senado, José Sarney, esteve em Veneza, na Itália, ao lado do banqueiro Edemar Cid Ferreira, amigo de mais de três décadas. Eles foram acompanhar a cultuada Bienal de Artes da cidade. Sarney e Edemar visitaram exposições e foram a festas. Semanas depois, já em São Paulo e de volta ao trabalho, o então dono do Banco Santos mandou registrar em seu computador detalhes financeiros da temporada da dupla em Veneza. O registro faz parte dos milhares de arquivos digitais que integram o processo sigiloso de liquidação do banco. O documento tem como título "JS-2". Em sete linhas ele relata a movimentação de uma conta em dólares no exterior. Há um ano, VEJA teve acesso a esse e outros documentos do rumoroso caso de liquidação extrajudicial do Banco Santos. Na semana passada, finalmente ficou claro que JS-2 era o nome-código de uma conta em dólares de José Sarney e que as anotações feitas em 10 de junho de 2001, exatamente no dia da abertura da Bienal, se referiam a movimentações de fundos. Edemar registrou a entrega de 10.000 dólares em Veneza a "JS". Edemar Cid Ferreira se referia ao presidente José Sarney em documentos do banco recolhidos pelos interventores e em poder da Justiça pelas iniciais "JS." Caso encerrado? As evidências são inequívocas, mas à polícia e à Justiça cabe a palavra final." Revista Veja- edição 2121- 15 de Julho de 2009. O senador alegou, como de costume, desconhecer tais informações. A julgar pelo círculo de amizades de JS, a situação se complica mais ainda. Edemar foi condenado pela Justiça, em primeira instância, a 21 anos de cadeia, já passou duas temporadas em uma penitenciária em São Paulo e está com todos os bens bloqueados pela Justiça. Minha mãe sempre me disse: "quem com porco anda, farelo come". Nesse caso só fica difícil discernir quem é o porco e quem come o farelo.
A Fundação José Sarney desviou verbas da Petrobrás para firmas-fantasmas e empresas da família do senador. Sarney disse que não tem nenhuma responsabilidade administrativa na fundação que leva seu nome. Porém, de acordo com o estatuto da entidade, a fundação está sob as ordens do parlamentar e de sua família.O artigo 19 do capítulo 5 enumera cada uma das responsabilidades de Sarney como "presidente vitalício" e fundador. O estatuto diz que compete a Sarney presidir as reuniões do conselho curador. Neste estão presentes vários de seu familiares, entre eles um filho de Sarney, Fernando, um irmão, Ronald Sarney, e Jorge Murad, marido da governadora Roseana Sarney, filha do presidente do Senado. Cabe ao conselho curador nomear os três titulares do conselho fiscal. Compõem esse colegiado Antônio Carlos Lima, Joaquim Campello Marques e Jurandi de Castro Leite. O primeiro, conhecido como "Pipoca", é assessor do ministro Edison Lobão (Minas e Energia), aliado de Sarney. Empresas ligadas a Lima receberam mais de R$ 170 mil dos cofres da fundação de recursos da Petrobras. Os outros dois membros são do ramo literário e amigos do senador. Joaquim Campello é lotado na presidência do Senado e ocupa a vice-presidência do Conselho Editorial da Casa, também presidido por Sarney.
Essas são só algumas das denúncias a José Sarney, das quais ele foi completamente absolvido pelo Conselho de Ética do Senado. São 54 anos de carreira política. Já foi deputado, governador, senador, presidente. Quando veio a ditadura ele era ditador, quando a direita assumiu ele era conservador, quando a esquerda estava no poder ele era socialista. Junto com sua família dominou o Maranhão como se ainda vivessemos a política das oligarquias. Talvez esse seja o momento ideal para uma aposentadoria não tão digna. Antes tarde do que nunca. O cargo de presidência do Senado é um cargo de muito respeito para ser ocupado por pessoas tão imundas. Estou oficialmente aderindo à campanha FORA SARNEY!!

domingo, 8 de fevereiro de 2009

ABRAM-SE, OLHOS!


A foto mostrada acima é do castelo construído pelo novo corregedor-geral da câmara dos deputados Edmar Moreira. O assunto já é conhecido da maioria. O castelo tem 36 suítes, uma adega com capacidade para oito mil vinhos, os quais ele usa nas "festinhas" promovidas para deputados. Agora o mais impressionante: esse castelo está avaliado entre 20 e 25 milhões de reais.

Eu sei que o assunto sobre a corrupção na política é recorrente e corriqueiro, porém não podemos ver uma notícia como essa e ficarmos felizes como se fosse normal um deputado ter um castelo que custe mais do que a construção de uma escola por exemplo.

A disparidade econômica e social entre as classes da população brasileira é notável e é inaceitável o fato de um político que nunca fez nada pela população que mereça destaque, esteve e está envolvido em escândalos ter tanto enquanto grande parte da população não tem nem onde morar.

Edmar Moreira tem um patrimônio astronomicamente alto não declarado, suas empresas estão sendo investigadas por terem dívidas com o INSS, propôs que a justiça, e não a Câmara julgue os deputados, e, por último, votou pela absolvição de nove deputados, sendo 5 do PT, quando era integrante do Conselho de Ética à época do mensalão. Confiável, não!?

A desonestidade e falta de ética e de compromisso dos políticos com a nação brasileira estão estampados nas notícias e escândalos que lemos todos os dias. O homem é fruto do meio em que vive, já disse John Locke, e a desonestidade, a soberba e o egoísmo são características intrínsecas à personalidade humana. Essas características são mostradas quando o homem sente a necessidade de se sentir superior, e para isso faz o que for preciso para alcançar certo objetivo, mesmo que essas medidas prejudiquem outras pessoas, o que acontece a todo o momento não só na política mas em quase todos os âmbitos da nossa vida.

Por isso, não devemos analisar a corrupção na política como algo distante e irremediável, antes devemos nos remediar, afim de que possamos mudar o que está perto de nós para que toda essa disparidade seja enfim extinguida dessa nação e não vejamos mais nos noticiários notícias absurdas como a construção desse castelo com o dinheiro que nem sabemos ao certo de onde veio enquanto muitos passam por necessidades urgentes e risco de vida, mas para que vejamos enfim uma justiça atuante e que seja realmente justa, punindo a quem tiver de ser punido, seja um morador de uma comunidade, um grande empresário ou um político, como o senhor Edmar Moreira, entre tantos outros. A mudança e construção de uma nação justa e igualitária começam dentro de cada cidadão e são refletidas nas atitudes de cada um.

domingo, 30 de novembro de 2008

O QUE É MAIS IMPORTANTE?


Folha de São Paulo, 29 de outubro de 2008:
“Já a Caixa Econômica Federal confirmou
hoje que irá disponibilizar uma linha de crédito de capital de giro de R$ 3 bilhões para empresas de construção civil. Além disso, o governo vai permitir que outros bancos direcionem mais recursos da poupança para essas empresas. O governo vai criar um fundo com base nos dividendos que seriam pagos pela Caixa à União até 2010. O fundo terá de R$ 1,050 bilhão, ou seja, vai garantir 35% das operações.”


Jornal da Mídia, 06 de novembro de 2008:
“Brasília - O Banco do Brasil vai liberar R$ 4 bilhões para os bancos das montadoras financiarem a venda de automóveis. Os números haviam sido antecipados ontem pelo governador de São Paulo, José Serra, depois de encontro com o ministro da Fazenda, Guido Mantega.”


Em tempos de crise, o governo tem que intervir nos setores abalados e o faz através de Medidas Provisórias. No caso da atual crise mundial que está afetando os mais diversos ramos da economia, o governo brasileiro tomou algumas medidas de certa forma até drásticas.


As duas notícias acima relatam duas Medidas Provisórias tomadas pelo governo para impedir o atraso da produção, garantir a manutenção de empregos e gerar crédito para as empresas beneficiadas.

Porém, nem sempre as MP`s são bem utilizadas. Algumas semanas após a liberação daquela primeira medida, mesmo com todo o dinheiro injetado nas empresas de construção civil, já havia mais de mil desempregados e mais de 50% das construções iniciadas foram estagnadas.


Outra notícia- Jornal da Unicamp, sem data:
“No Brasil estima-se que morram por ano 123 mil crianças com até um ano de idade, pela fome ou em decorrência da falta de amparo, segundo dados da Fundação Abrinq. Temos 50 milhões de indigentes, de acordo com pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV) – a estimativa mais modesta conta 14 milhões de miseráveis. Os números divergem em decorrência dos critérios para classificação da pobreza, tais como renda e consumo diário de caloria, que varia de 2.000 a 2.300k/cal. Em Campinas, dos 970 mil habitantes, 47 mil são indigentes.”


Na segunda Medida provisória, relatada pelo Jornal da Mídia, foram liberados R$ 4 bilhões para as empresas automobilísticas, empresas essas que passaram 10 anos seguidos de opulência, com lucros astronômicos e batendo, nos últimos 3 anos, todos os recordes de venda.


Enquanto isso, o número de crianças e pessoas que morrem de fome e suas conseqüências continuam aumentando progressivamente e o número de pessoas que se encontram abaixo da linha da pobreza não diminui.


Aí vem a pergunta: “Por que o governo retira de nós, humildes contribuintes, mais de 13 bilhões de reais(que é o que eles pretendem gastar até o final da crise) para ajudar empresas que ostentam ganhos inimagináveis, mas não tem como investir 20 milhões de reais na construção e reforma de hospitais públicos de alto nível e de escolas que sejam capazes de fornecer à população uma educação digna de um povo que trabalha arduamente para conquistar uma vida melhor? Por que ele ajuda grandes empresários, mas não tem a capacidade de oferecer serviços públicos decentes às muitas famílias que precisam viver em condições “subprecárias” e recorrer aos lixões para conseguir, inadequadamente, o alimento diário? O que é mais importante: a manutenção de grandes empresas ou da vida humana?”


Mas não se preocupe com isso. Continue se alienando nas suas novelas das nove, assistindo o seu futebol, sofrendo pelos jogadores que ganham em uma semana o que você talvez não vá ganhar em um ano e, um dia, quem sabe, essa situação se resolva e aquelas famílias tenham pelo menos do que se alimentar todos os dias e não precisem mais se rebaixar a situações humilhantes para conseguirem sobreviver num país tão malvado para quem não tem condições de se defender sozinho.

sábado, 8 de novembro de 2008

PEQUENAS DIFERENÇAS ENTRE LULA E OBAMA


LULA- Foi vendedor ambulante, engraxate, teve seu primeiro emprego fixo numa tinturaria, andou pelas filas do desemprego na recessão de 1965 até entrar para a as Indústrias Villares como torneiro mecânico, profissão que aprendeu como aluno do Senai.
OBAMA- Freqüentou escolas muçulmanas e cristãs durante dois anos e, depois, regressou ao Hawaii para viver com os avós maternos. Mais tarde, prosseguiu os estudos primeiro, no Occidental College de Los Angeles e, depois, na Columbia University em Nova Iorque. Mais tarde, frequentou a Harvard Law School, onde obteve uma elevada distinção honorifica, magna cum laude, que corresponde a uma graduação não menor do que dezoito valores. Após a sua experiência em Harvard, onde chegou a ser o primeiro afro-americano eleito para a presidência da Harvard Law Review, mudou-se para Chicago, onde, em 1993, começou a dar aulas na escola de direito da Universidade de Chicago.
VIVA O ELEITORADO BRASILEIROOOOO!!!!!