quinta-feira, 7 de janeiro de 2010

QUINTA-FEIRA MUSICAL #8



Lenine. Grande compositor, ótima voz. A harmonia dessa música é excelente e o jogo de palavras é lindo. O povo brasileiro se identifica com essa música porque se vê nela. Muito bom!

Comentem!

terça-feira, 29 de dezembro de 2009

O VERDADEIRO ESPÍRITO NATALINO

O mundo, talvez em alusão metafórica aos seus constantes movimentos, permite-se aflorar a sua dinamicidade. Ele está em perpétua mudança, como se tivesse vida própria, assim como as relações sociais observadas no dia-a-dia. Pessoas debatem, discutem, dialogam, brigam, tentam durante todo o tempo impor suas opiniões e forçar em outrem a aceitação de suas ideologias. Porém, todo esse processo sofre uma pausa quando o tão aguardado Natal se aproxima. Ah! o Natal! Momento sublime de carinho, afeição e amor de um ser humano para com o outro. Momento de reflexão, de se ajudar criancinhas que passam fome e moram na rua. Momento de se celebrar um marco histórico: o nascimento de Jesus Cristo. Em tese.  

Essa data tão especial chega acompanhada de uma característica muito marcante da humanidade: a falta de responsabilidade. O homem não se responsabiliza pela fome no mundo, ou pelo esgotamento de recursos naturais, ou pela violência desenfreada, ou pela desigualdade social. Nós temos a terrível e insalubre mania de não assumirmos culpa por nossos atos, pois agimos sem critérios ou escrúpulos quando o nosso interesse está em jogo e o nosso ego está à prova.

Foi exatamente isso que eu vi nesse Natal, pessoas comemorando de um jeito muito estranho o nascimento daquele que dividiria a história. Bêbados passeando pelas ruas, dirigindo. Homens e mulheres discutindo e se xingando mutuamente. Nem mesmo o tão comentado espírito natalino é capaz de superar o egoísmo humano. Aliás, supera até o momento em que alguma coisa foge do script, produzido de acordo com os interesses de cada um. Onde está o amor ensinado pelo aniversariante? Resume-se a um breve momento de reflexão - que dificilmente se concretiza em mudanças de posturas e atitudes - e troca de presentes que só servem para movimentar a máquina de poder e dinheiro chamada capitalismo. Não creio que seja essa a melhor maneira de se comemorar o aniversário do ser mais bondoso, amoroso e altruísta que já existiu.

Jesus sequer nasceu nesse período do ano, conforme apontam alguns relatos históricos. Segundo esses relatos, Ele teria nascido no período mais quente do ano em Belém, que seria de Julho a Setembro no nosso calendário. A atual data de comemoração (vinte e cinco de Dezembro) teria sido imposta pela Igreja com o objetivo de adaptação a uma festividade pagã existente nesse período do ano, visando uma lucratividade maior com a junção de duas culturas numa mesma celebração: o nascimento de Jesus com a existência do Papai Noel, a troca de presentes, etc.. Assim, praticantes de várias religiões poderiam gerar lucros ao mesmo tempo para o Estado, o que significava, à época, mais riqueza para a Igreja.

Infelizmente, a história desse planeta é feita, em boa parte, pela defesa de interesses em benefício dos poderosos. Ao invés de distribuírem-se alimentos num dia do ano, faça-se uma reforma estrutural da sociedade. Assim, os que são vítimas da fome no mundo - cerca de um bilhão de habitantes - deixariam de sofrer. Dados da ONU comprovam que uma fusão das economias dos países ricos e emergentes sanaria esse problema. Só o dinheiro gasto na guerra do Iraque já seria suficiente.

Enfim, o que eu vejo no Natal é uma oportunidade de redenção. Independentemente de datas ou fatos históricos, torço pela perpetuação de um sentimento mais humanitário, que dure o ano todo. Torço pela conscientização do seu verdadeiro sentido: o surgimento Daquele que veio para mudar o rumo do planeta e da vida de quem assim o quiser. Torço para que se siga o exemplo Dele de amor, sem a relevância de religiões, crenças ou opiniões. Torço por uma humanidade mais justa, menos desigual. Torço pela conservação da vida.

E você?

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

PERDAS E REPAROS

Resta-me a lembrança
Do que perdi, do que deixei.
Consola-me a esperança
De ver acontecer o que sonhei.

O medo de cair
Me fez por muito tempo
Andar sem sentir.
O medo de tentar
Me fez caminhar
Sem saber o que é amar.

Lembranças vazias
Preenchem o espaço que há 
Dentro de mim.
Suas mãos tão frias
Sinto virem me tocar
Na noite sem fim.

Hoje o que eu quero,
Que a felicidade traga o que esqueci.
Tempos de esmeros
Que espero reviver e, enfim, sorrir.

TEXTO RETIRADO DO DIÁRIO DA MINHA MENTE

Vinte e dois de Dezembro. Faz tempo que não produzo nada. O vestibular está sugando todo o meu tempo, a minha energia e o meu vigor - além de me arrancar um tanto de cabelo e me fazer perder outro tanto de unha. Mudanças vieram e agitaram o "pacato" mundo das provas de ingresso em universidades públicas. Nós, vestibulandos, tivemos aproximadamente de 5 a 7 meses para nos adaptarmos a uma fórmula totalmente nova de aplicação de provas. E, como se não bastasse, a desorganização mais uma vez imperou no governo brasileiro. Prova anulada, outras, por conta disso, adiadas, gabarito com erros, incerteza na divulgação de resultados. Milhões de estudantes sendo prejudicados por conta de medidas impensadas, descabidas e de interesse político devido às eleições que ocorrerão no ano vindouro. O cenário descrito é o vigente há muito tempo no Brasil: interesse, manipulação, ludibriação.

Mas não quero falar sobre política, quero falar sobre mim, sobre o que estou sentindo nesse momento tão decisório da minha vida. É a terceira vez que presto vestibular. Quero medicina. O fardo da dúvida da aprovação e da certeza de que não terei outra chance está me matando. Meus pais, que sempre se esforçaram em pagar bons colégios para mim, foram decepcionados duas vezes, e eu não gostaria de decepcioná-los novamente. Cerca-me durante todo o tempo a dor do arrependimento. Arrependo-me de não ter me esforçado mais antes, de deixar tudo para depois, de ser tão irresponsável algumas vezes, de não ter crescido antes.

Porém, mesmo sendo clichê, sei que tudo na vida tem um tempo certo de acontecer. O que me deixa preocupado é saber que, às vezes, deixamos o tempo certo passar devido à nossa falta de interesse, vontade e comprometimento. Mas não vai acontecer de novo. Um ano bom me espera, eu sei disso.

Enquanto espero faço o bom acontecer, busco viver em paz e deixar que o tempo me traga os sonhos. Mas é impossível não se preocupar.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2009

QUINTA-FEIRA MUSICAL #7

A música pela música, pela arte e para você. Deleite-se!







Essa quinta-feira será especial. Overdose musical.


Navegando pelo youtube a procurar mais uma beleza em forma de acordes para postar aqui, cheguei a um vídeo do Ed Motta, de quem sofro grande influência musical. Comecei, então a navegar pelos vídeos dele. Se tem alguém que canta muito e tem uma criatividade imensa no cenário musical brasileiro, esse alguém se chama Ed Motta. Uma voz incrível, técnica impressionante e arranjos magníficos. Por isso, não consegui decidir qual vídeo colocar. Decidi colocar os três.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

VERBETES

Verbalizar
Pensar, Falar, Expor, Compor
Amar
Correr, Voar, Imaginar, Criar
Sentir
Entregar, Experimentar, Tocar, Guardar
Sofrer
Pedir, Marcar, Lutar, Chorar
Viver
Verbalizar, Amar, Sentir, Sofrer

QUINTA-FEIRA MUSICAL #6

A música pela música, pela arte e para você. Deleite-se!



Quando eu criei este blog, eu prometi a mim mesmo que não confundiria as coisas, que não misturaria a minha opção religiosa (o evangelho) com o que escrevo sobre política,etc. Porém, agora que eu posto músicas e me expandi nas artes abordadas nesse blog, eu não posso ignorar as minhas influências, mesmo porque música é música independentemente de religião ou crença. Esse arranjo feito por essa dupla "Baixo e Voz" para um clássico da música cristã é uma obra prima. Eu passaria o dia todo ouvindo essa música.

Não deixem de dar suas opiniões.

sábado, 21 de novembro de 2009

ERA UMA VEZ AS ÁGUIAS, OS NERVOS DE AÇO E A MENINA (Por: Ana Carolina)

Era uma vez uma menina...
Uma menina...?
Não...ela não era uma menina, de fato,
Nem sei o que ela era...horas era uma doce mulher,
Horas era uma atroz criança...
Essa menina criava águias no porão
E tinha os nervos de aço.
Ela vivia um romance que
Parecia mais com um filme de terror,
Mas, ela nem se importava com isso
Porque ela vivia mais nos seus sonhos
Do que na sua realidade, aliás,
Esses sonhos algumas vezes eram tão confusos
Quanto a personalidade desta
Adorável e repugnante menina...
Uma flauta doce que emitia sons graves...
Umas árvores cujas folhas eram azul turquesa...
Um pássaro que no lugar de bico,
Tinha mesmo era uma boca cheia de dentes...
E ela se importava com isso,
Sim...Ela se importava com seus sonhos,
Porque para ela, aqueles sonhos eram sua realidade
E ela os amava tanto que às vezes
Queria arrancá-los à força de seu pensamento....
Mas, um dia essa menina se perdeu em seus pensamentos...
Uma inescrupulosa ferrugem tomou
Conta de seus nervos de aço e as
Águias do porão queriam voar
E nem se quer se lembravam da menina
Que as alimentavam com fragmentos de realidade...


Criado por: Ana Carolina às 21:15 de 21 de Novembro de 2009

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

VOLTANDO A VIVER

Vejo entendido em meus anseios
A sábia loucura dos meus medos
Na esperança do fim do meu desespero
Encontro alívio em seus chamegos

Um sorriso que se me dá
Um abraço a me acalmar
Uma voz a sussurrar
Meu manancial o seu olhar

O mundo me sorriu
O sonho a mim se abriu
E se viver só é possível ao amar
Quero que seja a razão de eu ainda lutar

terça-feira, 17 de novembro de 2009

VIVER(:), SONHAR, SENTIR

Hoje é meu aniversário. Parabéns para mim. Lembro-me de que agora me resta um ano a menos. Lembro-me, também, de todos os momentos que se passaram, simplesmente. Lembro-me de todos os momentos em que tive medo. Medo das respostas, medo dos riscos, medo de mim mesmo, medo de que a vida se tornasse lúgubre demais antes das minhas realizações. Tinha medo de viver, mas viver na sua plenitude. O tempo é como uma lança que nos atravessa e leva consigo o fôlego renovador de vida que há em viver, mas ele pode se tornar a nossa passagem às estrelas quando não nos permitimos ao desperdício. Muitas lembranças felizes também rodeiam os meus pensamentos. Já fui às estrelas algumas vezes, mas o medo da solidão do espaço me fez voltar, pois nunca fui com quem eu queria estar.

Mesmo assim, não tenho o direito de reclamar da minha vida. Apesar dos arrependimentos, fui (e sou) cercado por amor, proveniente de uma família atenciosa e carinhosa, que tem suas dificuldades, passa por situações adversas, mas nunca deixa de acreditar que eu posso ter um futuro e uma vida melhor do que eles um dia imaginaram que teriam. Por isso agradeço a papai, por todas as vezes que ele colocou a língua para fora, assim entre os dentes, e ameaçou me dar uns tapas, mas nunca teve coragem para fazê-lo, pois me amava demais. Também a mamãe, pois nunca precisou colocar a língua para fora para me dar uma surra santa, ela fazia e ponto. Sem rodeios, sem remorso. As havaianas de casa não eram de pau, mas eram voadoras. Não adiantava eu correr pela casa, as havaianas vinham atrás de mim. Mamãe nunca deu ponto sem nó. Se hoje sou o homem que sou, sei discernir o certo e o errado, consigo pensar antes de agir (mesmo que fazer isso sempre seja impossível), devo isso à minha criação, às surras que mamãe me deu e às horas e horas que papai ficava falando e falando quando eu fazia algo errado (era pior que uma surra). Agradeço a Deus por colocar na minha vida uma família como essa.

Tenho também algumas saudades. Meus avós que partiram, meus amigos que já não tenho contato, minha cidade da infância. A saudade às vezes me faz querer desistir, mas sei que tudo tem uma razão para acontecer e um sentido em existir.

Devido a tudo isso, hoje eu me permito voar. Quero que os anos que virão sejam os melhores que eu já tive. Quero não só alcançar as estrelas, mas que elas sejam minha moradia. Quero viver com riscos e sem medos. Quero sonhar com o melhor, com ela nos meus braços. Quero experimentar os sentimentos da vida, e não só passar por ela. Quero a felicidade.